Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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quinta-feira, 25 de maio de 2017

2017 - Os traumas religiosos de um monstro perseguidor, ou a pegada de uma seita, na linguagem perversa da perseguição obsessiva







"Pater noster qui es in caelis,
sanctificetur nomen tuum,
adveniat regnum tuum,
fiat voluntas tua,
sicut in caelo et in terra.
Panem nostrum quotidianum
da nobis hodie,
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris,
et ne nos inducas in tentationem, 
ed libera nos a malo.
Amen".

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Cyberstalking e Síndroma do Trauma Religioso: permanentes perturbações do sono e da afetividade, parafilias de teor religioso, incestuoso e escatológico, e a constante precessão do suicídio




"Síndrome do Trauma Religioso se manifesta em pessoas de todas as idades, mas principalmente naquelas cuja personalidade esteja em formação, as crianças. Winell cunhou o termo “Síndrome do Trauma Religioso”, STR (na sigla em português), para classificar os sintomas de pacientes que sofrem de transtornos mentais em decorrência da lavagem cerebral de religiões fundamentalistas. “As pessoas doutrinadas pelo cristianismo fundamentalista desde criança podem ser aterrorizadas por memórias de imagens do inferno e do apocalipse”, disse. “Algumas sobreviventes desse período, as quais eu prefiro chamar de ‘recuperadas’, têm flashbacks, ataques de pânicos, ou pesadelos na vida adulta, mesmo quando se libertaram das pregações teológicas.” Um paciente relatou seus tormentos dessa fase de sua vida: “Eu acreditava que ia para o inferno por acreditar que estava fazendo algo de muito errado. Estava completamente fora de controle. Às vezes, eu acordava no meio da noite e começava a gritar, agitando os braços, tentando me livrar do que sentia. O medo e a ansiedade tomaram conta da minha vida.”

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Pseudocyesis, manifestações epiléticas, fetichismos religiosos e a última fronteira do incesto, como lastimável parafilia: um caso obsessivo de cyberstalking português






"No single theory about the causes of pseudocyesis is universally accepted by mental health professionals. The first theory attributes the false pregnancy to emotional conflict. It is thought that an intense desire to become pregnant, or an intense fear of becoming pregnant, can create internal conflicts and changes in the endocrine system, which may explain some of the symptoms of pseudocyesis. The second theory concerns wish-fulfillment. It holds that if a women desires pregnancy badly enough she may interpret minor changes in her body as signs of pregnancy. The third leading theory is the depression theory, which maintains that chemical changes in the nervous system associated with some depressive disorders could trigger the symptoms of pseudocyesis."

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cyberstalking: do mais fundo da repulsa humana, à escatologia do olhar e da linguagem, ou os traços repugnantes de um monstro perseguidor obsessivo








"Segundo a psicanálise, as origens da histeria não remetem apenas à mãe, mas também ao pai: ambos podem criar as condições para que se desenvolva na filha ou no filho uma identidade que não é a deles própria. “A histérica é filha de uma outra histérica que não conseguiu valorizar sua própria feminilidade e, em conseqüência disso, teria transmitido uma visão de menos valia com relação ao corpo”, assinalam Silvia Alonso e Mário Fuks, professores do Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, no livro Histeria. Fermenta-se também a histeria quando o pai se omite de suas funções e não impõe os limites que ajudam a definir a identidade e os papéis sociais e sexuais dos filhos – deixa assim de realizar o que os psicanalistas chamam de castração simbólica. Pode agir desse modo por se assustar “com a possibilidade de que o reconhecimento da sexualidade de sua filha o conduza ao incesto”.

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