Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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terça-feira, 17 de julho de 2018

No mundo da visibilidade televisiva, Helena Isabel, da "Casa dos Segredos 6", é a mais recente vítima, através da publicação de uma foto íntima, de pornografia de vingança, no final de uma relação interrompida, com Gonçalo Rosado



"Gonçalo Rosado, ex-namorado de Helena Isabel, partilhou esta quinta-feira uma imagem intima da comentadora da TVI. A partilha no Instagram, acompanhada com um texto a arrasar a vencedora da Casa dos Segredos 6, está a gerar polémica e Helena Isabel já assumiu, num intastory, que vai recorrer à justiça"

sábado, 7 de julho de 2018

"Canal Vox", e ciências criminais: mais um apontamento em português, de Fernanda Tasinaffo, "Cyberstalking: do anonimato ao medo", sobre o flagelo global da perseguição virtual


 
"É de costume do agente a criação de perfis falsos em redes sociais, buscando a máxima aproximação para acompanhar a vítima. Quanto mais informações obtiver, maior será o impacto negativo da perseguição. É comum adicionar pessoas do ambiente de trabalho da vítima, amigos próximos, até mesmo a própria família, fazendo com que, assim, a mesma seja afetada em todos os campos sensíveis de sua vida.

Mas, a grande pergunta que corrói a todos é: por que alguém faz isso? Temos duas respostas para essa pergunta. A primeira resposta é que pode ser uma pessoa que apresenta alguma doença, como um transtorno de personalidade, por exemplo, logo, classificada como semi-imputável perante a lei e assim será sujeita a um tratamento.

A segunda resposta, e o que mais acontece, é que o agressor pode ser uma pessoa que obteve algum abalo emocional negativo com a vítima juntamente com algum problema momentâneo que ocasionou um sentimento também negativo, como raiva ou até mesmo inveja, e com isso, pratica o delito".



quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Em 2016, foram registados em Portugal 9246 novos crimes informáticos




"Os crimes informáticos dispararam nos últimos 20 anos e em 2016 foram 9.246 os crimes desta categoria registados em Portugal. Em 1998, ano do primeiro caso de crime informático conhecido, houve 158 crimes do género."

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

"Bad Rabbit", o mais recente rosto de ataques e sequestros informáticos




"Especialistas da Kaspersky Labs, da ESET e da Proofpoint alertaram os utilizadores para a disseminação do código malicioso Bad Rabbit que sequestra os ficheiros dos computadores afetados e pede um resgate de 0.05 Bitcoin, ou seja, cerca de 260 euros, para os libertar novamente".

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Novembro de 2016: casos de chantagem sexual em Portugal, perpetrada através de redes sociais, colocam a Polícia Judiciária num nível de alerta elevado



"Seduzidos na internet, iniciam relações virtuais, enviam fotografias e imagens em poses íntimas, e acabam chantageados por quem está do outro lado. Muitos pagam 100, 200, 500 euros, tudo para que as imagens não sejam divulgadas junto de amigos e familiares. Os criminosos encontram-se escondidos em perfis falsos de redes sociais, em contas registadas no estrangeiro"

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Setembro de 2016: Ministério Público recorre às universidades para combater o cibercrime e obter a prova digital



"O Ministério Público está a recorrer cada vez às universidades e aos institutos politécnicos, com especialistas em informática, para contornar o atraso da Polícia Judiciária (PJ) na realização de perícias nesta área, que chegam a demorar bastante mais de dois anos a ser concluídas. Isso mesmo é assumido no último relatório de actividade do Gabinete de Cibercrime, uma estrutura da Procuradoria-Geral da República, que visa coordenar a actividade do Ministério Público na área da cibercriminalidade e da obtenção de prova digital."

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Penas do Estado da Califórnia (sede dos serviços prestados pela Google/Gmail) para o crime de Cyberstalking




"Penalties, Punishment, and Sentencing for California Penal Code 646.9




Cyberstalking Penalties for cyberstalking range a great deal, as the offense is a wobbler. A wobbler is a charge that prosecutors can file as either a misdemeanor or a felony, depending on

(1) the specific facts of the case, and
(2) your criminal history.

A misdemeanor cyberstalking sentence may include up to a year in a county jail, fines of up to $1,000. 

A felony cyberstalking sentence may include up to five years in the California State Prison, fines of up to $1,000, and possible lifetime registration as a sex offender under Penal Code 290 PC.

Both misdemeanor and felony cyberstalking convictions also subject you to

(1) counseling and/or possible confinement in a state-run hospital that treats mental illness, and
(2) a restraining order prohibiting any contact with the alleged victim."

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cyberstalking e "Facebook jacking": crescimento explosivo dos casos de dano relativo a programas e dados informáticos, ameaça, chantagem, difamação, extorsão, perturbação e devassa da vida privada, e crime de falsidade informática, num rol infindável de delitos em cúmulo







"O pedido de amizade vinha de um perfil do Facebook que lhe parecia conhecido e foi por isso que o aceitou. O empresário catalão pensou tratar-se de uma mulher francesa que conhecera em trabalho e começou a falar com ela. Depois de a conversa ter ficado mais intensa, ela revelou-lhe a sua intenção: ou transferia uma quantia em dinheiro para determinada conta, ou “ela” ia desencadear uma verdadeira campanha de difamação junto dos seus amigos. E foi o que aconteceu, com a divulgação de imagens pornográficas do próprio empresário.

[...] o empresário catalão recusou transferir dinheiro para uma conta africana, mesmo sendo ameaçado de que seriam tornadas públicas imagens suas comprometedoras. Eram mais de mil euros. No dia seguinte, a consequência: um novo perfil seu no Facebook que enviou pedidos para todos os seus amigos. Mal estes aceitavam, recebiam no mural um vídeo do empresário, feito com montagens de fotografias em que ele se masturbava enquanto olhava para pornografia infantil".

[...] Pedro (nome fictício) não quis aceitar que era o fim de uma relação de quatro anos de namoro. Durante um mês tentou de tudo para convencer a companheira a voltar atrás. Fez esperas à porta da casa dela, telefonou do telemóvel da mãe para que ela atendesse, tentou encontros. Ela foi mesmo obrigada a mudar de número. Tudo falhou. Então vingou-se. Criou um perfil no Facebook com a fotografia dela, conseguiu adicionar 15 amigos ao novo perfil. E depois publicou uma série de fotografias e vídeos íntimos da ex-companheira. “Divulgou as fotos e o vídeo de cariz sexual que com ela havia feito, através da rede social do Facebook e do Youtube”, lê-se no acórdão.

O desgosto de amor acabou em vários crimes julgados em 2012 pelo Tribunal de Ovar. Pedro foi condenado a três anos de prisão e ao pagamento de uma indemnização de mais de cinco mil euros pelos crimes de ameaça, perturbação da vida privada, devassa da vida privada e crime de falsidade informática".

sábado, 26 de março de 2016

Facebook e redes sociais: um novo palco para infernos de vingança, ameaça, perseguição e violência doméstica




"Primeiro pensou que era engano. Depois percebeu que não. O ex-marido publicara um anúncio num site pornográfico com o nome e o número dela. O telemóvel a tocar, a tocar. Precipitou-se para a GNR. “Nem conseguia controlar as minhas fezes, nem a minha urina, de tal maneira estava alterada.”

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

4 de fevereiro de 2016, Fórum Picoas, (Safer Internet Day) Dia da Internet mais segura





Esta quinta-feira assinala-se o Dia da Internet mais Segura e Portugal está entre os países que se juntam à iniciativa internacional, com eventos a marcar a data. O evento principal é um seminário com inscrições abertas e acesso gratuito

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Violação de Facebook, acesso de dados pessoais, utilização de listas de emails próximos da vítima, para difamação e devassa da vida privada: os atos deste engenheiro eletrotécnico de Castelo Branco seguem agora, exemplarmente, para tribunal




"Após investigação da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ), o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra acusou o arguido, de 26 anos, de ter conseguido aceder, em outubro de 2013, às palavras-passe do perfil de Facebook e de uma conta "hotmail" da vítima. O suspeito também alterou as credenciais de acesso no email e no Facebook da vítima. Depois, legendou fotografias dela, no Facebook, com referências às suas alegadas preferências sexuais e enviou emails difamatórios para os contactos da enfermeira. A PJ confirmou a identidade do arguido através dos endereços de protocolo de internet a partir dos quais foram feitos acessos às contas da vítima. O crime de acesso ilegítimo é punível com multa ou prisão até três anos e o DIAP deu dez dias à vítima para se constituir assistente e deduzir acusação particular pelo crime de difamação contra o engenheiro".

Violação de Facebook, acesso de dados pessoais, utilização de listas de emails próximos da vítima, para difamação e devassa da vida privada: os atos deste engenheiro eletrotécnico de Castelo Branco seguem agora, exemplarmente, para tribunal




"Após investigação da Diretoria do Centro da Polícia Judiciária (PJ), o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra acusou o arguido, de 26 anos, de ter conseguido aceder, em outubro de 2013, às palavras-passe do perfil de Facebook e de uma conta "hotmail" da vítima. O suspeito também alterou as credenciais de acesso no email e no Facebook da vítima. Depois, legendou fotografias dela, no Facebook, com referências às suas alegadas preferências sexuais e enviou emails difamatórios para os contactos da enfermeira. A PJ confirmou a identidade do arguido através dos endereços de protocolo de internet a partir dos quais foram feitos acessos às contas da vítima. O crime de acesso ilegítimo é punível com multa ou prisão até três anos e o DIAP deu dez dias à vítima para se constituir assistente e deduzir acusação particular pelo crime de difamação contra o engenheiro".

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