Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Mulher de Braga persegue, por vingança, duas colegas de trabalho, inventando falso perfil de Facebook, para ficcionar o seu envolvimento com figuras mediáticas, o jogador Eduardo e o concorrente da "Casa dos Segredos", Thierry




"Uma mulher, de 30 anos, foi condenada, pelo Tribunal de Braga, a pagar 3360 euros de multas pelos crimes de falsidade informática e difamação, mais 6500 euros de indemnização (um total de 9860 euros) a duas ex-colegas com quem estagiou numa empresa de contabilidade e que envolveu numa polémica em duas revistas, tendo criado um perfil falso no Facebook.

O caso remonta a março de 2014. A arguida quis vingar-se das duas amigas e criou um perfil com o nome de uma das vítimas, escrevendo que a outra vítima mantinha uma relação amorosa com o guarda-redes do Sp. Braga, o internacional português Eduardo, e com Thierry, então concorrente do reality show ‘Casa do Segredos’."

sábado, 22 de dezembro de 2018

Las Palmas: detido e condenado à prisão, por se apoderar da palavra-passe de ex companheira. e colocar fotos da mesma, em páginas de anúncios de encontros, mostrando-se disponível para sexo gratuito





"Um homem de 52 anos, que reside na cidade de Las Palmas, na ilha espanhola de Gran Canaria, foi condenado a uma pena de ano e meio de prisão por roubar as passwords de email de uma ex-colega de trabalho e publicar anúncios em nome da mulher num site de encontros sexuais. Usou o nome e as fotos da vítima, que recebeu dezenas de contactos de homens que queriam combinar atos sexuais".

sábado, 30 de junho de 2018

Parlamento português inclui a divulgação de gravações sonoras nas matérias a serem penalizadas, agravando assim a moldura dos crimes de pornografia de vingança (Revenge porn)





"Além das fotografias e filmagens, foi incluído o som na divulgação de "dados pessoais" de forma indevida através da Internet, segundo a sugestão da CNPD, no parecer enviado à Assembleia da República.

O projeto socialista agrava as penas relacionadas com crimes de violência doméstica, dado que este tipo de divulgação abusiva de imagens acontece, muitas vezes, no contexto de uma relação, alterando vários artigos do Código Penal.

Tratando-se de violação da intimidade num contexto de violência doméstica, as penas são agravadas do atual quadro de um a cinco anos e passam a ser entre dois e cinco anos, enquanto noutras situações as penas podem ser agravadas em mais um terço, nos limites mínimos e máximos".

terça-feira, 1 de maio de 2018

"Netizens": como o cyberstalking pode destruir a vida de uma mulher



"In 2012, Tina finally broke up with her boyfriend, and, she says, he quickly turned vengeful.

“I told him, ‘This isn’t going to work. We’re not meant for each other,’ and he immediately launched the Web site,” says Tina.

The first was a blog in Tina’s name. Then more and more popped up. They claimed that Tina, a business school grad who’d previously worked in commodities at a major bank in New York before switching to a career in real estate, was actually a prostitute. The sites listed her personal information, including her phone number and address. “He was encouraging other people to harass me, to contact me, to hire me as an escort.”

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Em Campolide, exposição pública de imagem e dados pessoais de uma traição privada incomodam moradores, e revelam um traço perverso de vingança e agressão






"Uma mulher alegadamente traída pelo marido espalhou esta segunda-feira, por várias ruas de Campolide, Lisboa, um cartaz com o nome, fotografia e dados pessoais da suposta amante do marido.

A situação não foi vista com bons olhos pelos moradores, que removeram os cartazes das paragens de autocarro e das vitrinas de estabelecimento".

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Muito para lá da meia noite, uma história verídica de erotismo e perseguição: o cyberstalking da mulher insinuante, falhada e insatisfeita





“Estava eu a ver os meus emails, quando um em especial me chama a atenção. Alguém com quem convivia numa numa chatroom de conversas banais, tinha-me enviado um email para eu ir espreitar um determinado link e que nesse link iria ler coisas que não ia gostar nada. Fiquei curiosa e cliquei no link que me encaminha para um blogue.

Nesse blogue comecei a ler o meu nome, a minha morada, o meu número de telemóvel e telefone de casa e até a minha fotografia. Fui fazendo scroll à página e vejo que além dos meus dados, também lá estão os dados do meu marido e de mais umas pessoas que costumavam frequentar esse chatroom

Além desta informação, também lá estavam excertos de conversas mantidas em janelas privadas no chatroom e até conversas retiradas do Messenger. A minha primeira reacção: entrar em pânico por me aperceber que os nossos dados estavam expostos na net, e que havia uma grande hipótese de alguém ligar e de um dos meus filhos atender…

Após alguns minutos neste estado, lembrei-me que tinha de ir apresentar queixa nas autoridades competentes. Esta era uma situação muito grave. Imprimi tudo o que lá estava escrito e sai de casa a correr, no meio da noite, directa à secção de piquete da Policia Judiciária. Senti-me envergonhada naquele momento.

Ali estava eu naquele edifício imponente, sozinha (o meu marido tinha ficado em casa a tomar conta dos nossos filhos) e a achar que todos estavam a olhar para mim de forma punitiva. Estava errada. Após uma breve conversa com a inspectora de serviço, descobri que estas situações estavam a ser cada vez mais frequentes e que grande parte das vítimas não apresentava queixa por vergonha.

Uma das perguntas que me fizeram é se eu desconfiava de alguém. Peguei no que imprimi e comecei a ler com atenção tudo o que lá estava. Para meu espanto vejo que todos aqueles excertos eram de conversa que mantínhamos com alguém que lidávamos diariamente, que vinha a nossa casa e que conhecíamos há muitos anos.

Após a queixa apresentada, a inspectora informou-me que iriam fazer de tudo para fecharem o blogue, para eu reportar o blogue aos administradores do mesmo e para me manter atenta. Passados cerca de 15 dias, vejo que aquele blogue tinha sido fechado e respirei de alívio. Mas nada disto impediu que recebesse alguns telefonemas anónimos no meu telemóvel.

Fui obrigada a mudar de número de telemóvel, a criar nova conta de email e a pôr segurança extra em toda a minha actividade online. Apesar desta pequena vitória, resolvi fazer uma pesquisa pela net. Voltei a descobrir outro blogue com as mesmas coisas. Voltou o pânico. Mais uma vez informei a Policia e mais uma vez reportei o blogue como malicioso aos administradores.

Andei nesta situação meses a fio, com blogues a serem fechados e blogues a serem abertos, por vezes 2 de cada vez. Alguns a demorar uma eternidade a serem fechados e a não obter resposta por parte dos administradores dos mesmos: estavam sediados em Miami e por lá a lei é totalmente diferente da nossa. Fui chamada ao tribunal para confirmar tudo, para avançar com uma queixa a título particular (em Portugal, a difamação e a exposição de dados pessoais sem autorização são considerados crimes semipúblicos, o que significa que só é necessário apresentar queixa nas autoridades para que o Ministério Público avance com uma investigação e um processo judicial contra os autores dos crime sem implicar as vítimas).

Devido a estar tão saturada de tudo e de querer esquecer tudo isto, pois entretanto já tinha passado mais de um ano, não apresentei queixa formal, mas o processo continuou e de um momento para o outro os meus dados desapareceram e já nada aparecia nas pesquisas. Entrei em contacto com a inspectora responsável pela investigação que me disse para ficar descansada que não iria ser mais incomodada por quem me tinha feito aquilo, mas que ainda tinham muito mais para investigar, pois eu não tinha sido a única vítima neste processo todo.

Durante aquele tempo todo, senti-me perseguida e humilhada, um sentimento quase a chegar à violação psicológica. Algo que dificilmente vou esquecer. Fui perseguida, difamada, humilhada por alguém que pensava ser da minha confiança e que não sei porque me fez isto.

Tenho consciência que o meu caso não é dos mais graves, mas que me marcou para a vida, marcou!”

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Novembro de 2016 - Supremo Tribunal condena em 10 000 euros imprudência de Marco Caneira, pelo facto de um vídeo caseiro de sexo ter aparecido num espaço de pornografia





"A mulher fez queixa contra o ex-parceiro, acusando-o de ter divulgado as imagens. Ao fim de quatro anos, com decisões distintas por parte de três tribunais, o homem foi condenado, este mês, pelo Supremo Tribunal de Justiça, a pagar uma indemnização de 10 mil euros à ex-namorada, por danos não patrimoniais"

sábado, 1 de outubro de 2016

Em Aveiro, uma vingança que acaba mal: divulga no Facebook fotos da namorada, e é detido por pornografia de menores




"O arguido mais velho conheceu uma rapariga, atualmente com 15 anos, através de uma rede social, no decurso de 2014, tendo estabelecido ambos uma relação de "amizade". Segundo os investigadores, durante vários meses, a menor enviou ao arguido inúmeras fotografias e vídeos de natureza íntima, a pedido daquele. "Quando em meados deste ano a menor mostrou intenção de acabar com este relacionamento 'on-line', o suspeito, em retaliação, divulgou as referidas fotos e vídeos nas páginas do Facebook dos colegas de escola da vítima"

domingo, 24 de julho de 2016

Bruno Frederico, 38 anos, Setúbal: 3 anos de prisão e 75 000 € de indemnização à ex namorada, por exposição pública de vídeos pessoais, uma sentença para fazer jurisprudência






"Bruno Frederico, de 38 anos, descobriu a traição da namorada, de 21 anos, e resolveu vingar-se. Depois de agredir a jovem com duas bofetadas, tirou-lhe o telemóvel e ameaçou que iria divulgar os vídeos de sexo que os dois tinham filmado. Alguns dias depois fez o que tinha prometido.







Agora, foi condenado pelo Tribunal de Setúbal a três anos e nove meses de prisão efetiva. É a primeira vez que, em Portugal, um caso de divulgação de vídeos pornográficos caseiros sem consentimento é punido desta forma. Para além da prisão, o arguido terá que pagar 75 mil euros de indemnização à vítima".


terça-feira, 15 de março de 2016

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