Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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sábado, 7 de maio de 2016

Cyberstalking, entre a compulsão e o crime galopante, potenciado por mentes isoladas, com muito baixa auto estima e patologicamente reativas à menor rejeição




 "Cyberstalking is a compulsion. It aims to humiliate, control, frighten, manipulate, embarrass, get revenge at, or otherwise harm the victim. Many cyberstalkers are obsessed, unstable or otherwise mentally ill. Still others are simply angry or hurt and have crossed the line into criminal activity when expressing these emotions. While they can exhibit charm and eloquence, they are generally isolated and desperate, have very low self-esteem, and are especially sensitive to rejection."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

28 de janeiro, Dia Mundial do Cibercrime




 "Em Portugal estão cerca de 850 processos a aguardar conclusão, resultantes dos 80 a 90 inquéritos que todos os meses são abertos por crimes informáticos. Em média são constituídos entre 200 e 300 arguidos por burlas, phishing, acesso ilegítimo a dados e devassa da vida privada através da intrusão em sistemas"

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Maria Botelho Moniz, ou de como o sucesso de uma figura pública pode estar intrinsecamente ligado a um potencial caso de Stalking


O rosto das vítimas dos monstros sem rosto:

"O “Curto Circuito” vive muito dos comentários feitos pelos telespectadores em directo durante o programa da SIC Radical. As duplas de apresentadores já se habituaram a ignorar alguns dos conteúdos menos próprios que surgem nos ecrãs do estúdio, como ameaças, insultos ou propostas sexuais. Havia no entanto um comentador assíduo que chamou a atenção de Maria Botelho Moniz pelas mensagens repetitivas dirigidas só a ela. Inicialmente não passavam de insultos como, por exemplo, “és feia” ou “não tens talento”, mas depressa passaram a ameaças que se estenderam também à família: “Uma vez publiquei uma fotografia com a minha sobrinha e ele comentou a dizer que esta era a prova da pedofilia que eu praticava, aliado ao facto de apresentar um programa para público juvenil”, recorda. As mensagens, conta, passaram a ser às dezenas. Maria sentiu-se cada vez mais insegura e decidiu contactar a polícia. Entrou com um processo no Ministério Público no final de 2012, mas até agora a investigação não teve qualquer avanço, apesar de estar constantemente a actualizar o dossiê com as novas investidas do perseguidor. A identidade do stalker ainda é desconhecida, mas Maria Botelho Moniz desconfia tratar-se de um homem pelo teor das mensagens. Entre os vários estratagemas que arranjou para se aproximar da apresentadora, um deles foi certeiro. Criou um perfil falso no Facebook, de Conceição Lino, e adicionou vários amigos de Maria Botelho Moniz: “Uma deles caiu na esparrela e deu-lhe o meu número de telefone.” A partir daí acabou-se o sossego. “Chegou a ligar-me de três em três minutos durante duas horas seguidas.” De cada vez que atendia, silêncio absoluto: “E eu contei histórias, pus música, perguntava coisas, mas nunca me respondeu.” Sem perceber o que se estava a passar, a única explicação que Maria obteve foi através de uma mensagem publicada nas redes sociais: o assédio acontecia simplesmente “por gozo pessoal”. Actualmente o contacto é mais esporádico e a apresentadora sente-se, nas suas palavras, “estupidamente conformada”, por achar que nunca vai acontecer nada ao homem que a persegue há três anos. Nestes casos de stalking, as figuras mediáticas são alvos fáceis de perseguições, conta a psicóloga Tânia Paias: “Como parte das suas vidas é pública, o perseguidor começa a fantasiar possibilidades, acabando por acreditar que faz parte dessa realidade.”

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Cyberstalking: 9 anos de prisão para Tawny Blazejowksi, depois de perseguir obsessivamente, e de tentar arruinar profissional e socialmente, o seu ex companheiro Joe Good. Mais um monstro atrás das grades


Tawny Blazejowksi, a justa punição de uma stalker, depois de perseguir obsessivamente o seu ex companheiro, Joe Good, os amigos, os colegas, os vizinhos, toda uma comunidade, e de o tentar envolver criminalmente em inúmeros cenários ficcionados.

  "Blazejowski was arrested that night, charged with making threats to maim and murder. In the end, she pleaded no contest to the eight felony counts against her. “Not only did I hurt my own children, I hurt other children,” Blazejowski said in court at her sentencing. “I am pleading with you, your honor, to please grant me forgiveness. I ask my victims for forgiveness, and for mercy, and for you to please not take me away from my children who need me.” Blazejowski’s lawyers argued that she has obsessive compulsive disorder and bipolar and that the disorders contributed to her crimes".

sábado, 13 de setembro de 2014

Artigo 34º da Convenção de Istambul, sobre "Stalking" e "Cyberstalking", sobe ao Parlamento, para inclusão como crime tipificado no Código Penal Português



"The Council of Europe Convention on preventing and combating violence against women and domestic violence is based on the understanding that violence against women is a form of gender-based violence that is committed against women because they are women. It is the obligation of the state to address it fully in all its forms and to take measures to prevent violence against women, protect its victims and prosecute the perpetrators. Failure to do so would make it the responsibility of the state. The convention leaves no doubt: there can be no real equality between women and men if women experience gender-based violence on a large-scale and state agencies and institutions turn a blind eye. Because it is not only women and girls who suffer domestic violence, parties to the convention are encouraged to apply the protective framework it creates to men who are exposed to violence within the family or domestic unit. Nevertheless, it should not be overlooked that the majority of victims of domestic violence are women and that domestic violence against them is part of a wider pattern of discrimination and inequality".

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