Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

James Fallon, autor de "The Psychopath Inside", visita Portugal. Pode a afetividade "curar" a psicopatia?...






 “Tinha ainda na secretária um monte de exames feitos aos psicopatas quando chegaram os resultados destes outros exames sobre Alzheimer. Quando estava a ver os resultados, pensei que me tinham pregado uma partida. Tinham colocado um dos exames dos psicopatas no monte do estudo de Alzheimer. Disseram-me que não. Não havia qualquer partida ou engano. E eu sabia que estava a olhar para o padrão de um psicopata dos piores, um caso puro, que, pensei, não devia andar por aí à solta. Tive de arrancar o papel que tapava o nome da pessoa que tinha feito o exame. Era eu.”

quinta-feira, 21 de julho de 2016

21 de julho de 2016, apresentação do Projeto "Care", na Fundação Calouste Gulbenkian: o relatório das perturbações da líbido e da afetividade que levaram ao abuso em família de muitos menores, de ambos os sexos





Desde o início do ano, a Associação de Apoio à Vítima (APAV) está a acompanhar uma centena de crianças vítimas de abuso sexual: 28,2% das crianças apoiadas são filhos ou filhas do autor ou autora dos crimes, 23,3% enteados ou enteadas e 9,7% sobrinhos. Metade dos crimes foram cometidos por familiares.

"Mães e pais perversos, pessoas perturbadas. Madrastas e padrastos, tios. Acontece tudo isso", descreve, a respeito dos agressores, Bruno Brito, gestor da rede Care, criada para ajudar vítimas menores de abusos sexuais, ativa desde o início do ano e que hoje divulga o balanço do trabalho desenvolvido em Lisboa. "Estes crimes acontecem em famílias de todos os estratos sociais".

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Cyberstalking, uma patologia assente na "sedução" doentia do "borderline", no falso reconhecimento da vítima, nos erros da perseguição obsessiva das suas relações, e no abismo do múltiplo cometimento dos crimes informáticos


A patologia padrão do Cyberstalker: sustentada pelo seu esqueleto "borderline", o carrasco identifica o alvo, através do "falso reconhecimento" do seu distúrbio esquizofrénico, com atenções e pressões excessivas, permanentes emails, cuidados despropositados, e o cerco dos amigos, parentes e todas as pessoas envolventes, com o fito de recolher informações sobre a vítima, para, na situação de rotura, a poder dominar, quer pela ameaça, chantagem ou difamação. Cuide de si, por que poderá já ser o próximo. (Para ler mais aqui)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cyberstalker: perceba se o monstro que o persegue é um psicótico ou um psicopata


Psicopata ou psicótico? O Cyberstalker pode ser aquilo que, em Psiquiatria, se designa como "caso anormal": alguém que desconhece estar doente, e nunca procura apoio psiquiátrico. O psiquiatra apenas pode definir o rasto, uma vez o crime praticado e o predador caçado

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