Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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terça-feira, 26 de junho de 2018

O perfil sociopata, quando ela o escolhe como alvo presente do seu delírio "amoroso", e alvo futuro da sua insaciável perseguição



"Quando conhecem alguém, são capazes de dar muita atenção a essa pessoa. Primeiro, os sociopatas podem ser pessoas divertidas como quem estar, e por isso atraem-no. Precisam de fazer isso, por que mais tarde vão usar toda a informação extraída de si, durante a fase de cortejamento".

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

James Fallon, autor de "The Psychopath Inside", visita Portugal. Pode a afetividade "curar" a psicopatia?...






 “Tinha ainda na secretária um monte de exames feitos aos psicopatas quando chegaram os resultados destes outros exames sobre Alzheimer. Quando estava a ver os resultados, pensei que me tinham pregado uma partida. Tinham colocado um dos exames dos psicopatas no monte do estudo de Alzheimer. Disseram-me que não. Não havia qualquer partida ou engano. E eu sabia que estava a olhar para o padrão de um psicopata dos piores, um caso puro, que, pensei, não devia andar por aí à solta. Tive de arrancar o papel que tapava o nome da pessoa que tinha feito o exame. Era eu.”

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