Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

90 anos da seita Opus Dei, uma escola silenciosa de auto flagelação, tortura psicológica, vinganças e perseguições






"Mesmo não tendo o Opus Dei nenhum plano para interferir na política ou nos negócios, admite que as casas e as estruturas do Opus Dei possam servir, muitas vezes, de atmosfera onde estas relações se estabelecem e se exteriorizam para fora do Opus Dei?

As atividades do Opus Dei estão abertas a todo o tipo de pessoas. Admito que alguma pessoa se aproxime procurando obter algum favor por outras vias, pelos conhecimentos que possa travar aí. Mas uma pessoa que vá com essa intenção rapidamente se apercebe de que aí não vai tirar nada".

sábado, 20 de maio de 2017

Os mundos secretos das redes sociais: captação de imagens, violação de privacidade e desvio de conteúdos, ao serviço de velhas obsessões sexuais




"Existem três tipos de grupos no Facebook: os públicos (em que todos os utilizadores conseguem aceder ao conteúdo); os ‘fechados’ (é possível encontrá-los nas pesquisas, ver algumas publicações mas, para ter acesso a tudo, é preciso ser convidado por um membro) e por fim os ‘secretos’. Estes não aparecem na lista de opções quando se pesquisa pelo seu nome na rede social e é impossível ver, por isso, qualquer conteúdo ou lista de membros. Só se tornam visíveis após convite"

quinta-feira, 21 de julho de 2016

21 de julho de 2016, apresentação do Projeto "Care", na Fundação Calouste Gulbenkian: o relatório das perturbações da líbido e da afetividade que levaram ao abuso em família de muitos menores, de ambos os sexos





Desde o início do ano, a Associação de Apoio à Vítima (APAV) está a acompanhar uma centena de crianças vítimas de abuso sexual: 28,2% das crianças apoiadas são filhos ou filhas do autor ou autora dos crimes, 23,3% enteados ou enteadas e 9,7% sobrinhos. Metade dos crimes foram cometidos por familiares.

"Mães e pais perversos, pessoas perturbadas. Madrastas e padrastos, tios. Acontece tudo isso", descreve, a respeito dos agressores, Bruno Brito, gestor da rede Care, criada para ajudar vítimas menores de abusos sexuais, ativa desde o início do ano e que hoje divulga o balanço do trabalho desenvolvido em Lisboa. "Estes crimes acontecem em famílias de todos os estratos sociais".

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Bullying: a perseguição e os abusos sobre os onze anos de Diego poderão ter levado ao seu suicídio?



"Papá, mamã... espero que algum dia me possam odiar um pouco menos. Eu não aguento mais ir ao colégio e não há outra maneira de não ir (…) Papá, tu ensinaste-me a ser uma boa pessoa e a cumprir promessas (...). Mamã, tu cuidaste muito de mim e levaste-me a muitos sítios (...) Tata (irmã), aguentaste muitas coisas por mim e pelo papá. Avô, tu sempre foste muito generoso e preocupaste-te comigo", lê-se na carta escrita por Diego.

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