Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

26 de janeiro de 2018: Parlamento aprova agravamento das penas por condenação de crimes de "pornografia de vingança"





"O Parlamento aprovou esta sexta-feira o agravamento de penas de prisão para quem divulgar na Internet imagens ou vídeos da intimidade de outras pessoas sem a autorização destas - a vulgarmente chamada pornografia de vingança."

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Uma má notícias para os utilizadores do Navegador Tor, muito familiar para os cyberstalkers: por alojamento de pornografia infantil, pirata informático lança ataque sobre o servidor Freedom Hosting II e apaga 20% da Deep Web



"All of the site affected by this “Anonymous” hack show the same message. Allegedly, over 50% of all files hosted on Freedom Hosting II servers related to child pornography. It is unclear if this is the case, even though the hosting provider vowed to shut down any site hosting such material on their servers"

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Cyberstalking e "Facebook jacking": crescimento explosivo dos casos de dano relativo a programas e dados informáticos, ameaça, chantagem, difamação, extorsão, perturbação e devassa da vida privada, e crime de falsidade informática, num rol infindável de delitos em cúmulo







"O pedido de amizade vinha de um perfil do Facebook que lhe parecia conhecido e foi por isso que o aceitou. O empresário catalão pensou tratar-se de uma mulher francesa que conhecera em trabalho e começou a falar com ela. Depois de a conversa ter ficado mais intensa, ela revelou-lhe a sua intenção: ou transferia uma quantia em dinheiro para determinada conta, ou “ela” ia desencadear uma verdadeira campanha de difamação junto dos seus amigos. E foi o que aconteceu, com a divulgação de imagens pornográficas do próprio empresário.

[...] o empresário catalão recusou transferir dinheiro para uma conta africana, mesmo sendo ameaçado de que seriam tornadas públicas imagens suas comprometedoras. Eram mais de mil euros. No dia seguinte, a consequência: um novo perfil seu no Facebook que enviou pedidos para todos os seus amigos. Mal estes aceitavam, recebiam no mural um vídeo do empresário, feito com montagens de fotografias em que ele se masturbava enquanto olhava para pornografia infantil".

[...] Pedro (nome fictício) não quis aceitar que era o fim de uma relação de quatro anos de namoro. Durante um mês tentou de tudo para convencer a companheira a voltar atrás. Fez esperas à porta da casa dela, telefonou do telemóvel da mãe para que ela atendesse, tentou encontros. Ela foi mesmo obrigada a mudar de número. Tudo falhou. Então vingou-se. Criou um perfil no Facebook com a fotografia dela, conseguiu adicionar 15 amigos ao novo perfil. E depois publicou uma série de fotografias e vídeos íntimos da ex-companheira. “Divulgou as fotos e o vídeo de cariz sexual que com ela havia feito, através da rede social do Facebook e do Youtube”, lê-se no acórdão.

O desgosto de amor acabou em vários crimes julgados em 2012 pelo Tribunal de Ovar. Pedro foi condenado a três anos de prisão e ao pagamento de uma indemnização de mais de cinco mil euros pelos crimes de ameaça, perturbação da vida privada, devassa da vida privada e crime de falsidade informática".

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Julho de 2016: Projeto "Care", da APAV, pela defesa das crianças em risco






PROJETO CARE


"Confirma-se a tendência de a violência sexual contra menores ser cometida em contexto intrafamiliar (67%)", afirma o documento, sublinhando que, em 57,5% dos casos, os jovens foram alvo de vitimação continuada.


No primeiro semestre, foram identificados 110 agressores, a maioria (93%) homens, 29% com idades entre 35 e 50 anos.


O abuso sexual representou o maior número de casos (66), havendo ainda nove situações de abuso sexual de menor dependente, nove casos de atos sexuais com adolescentes, oito de importunação sexual, cinco de coação sexual, três de violação, dois por recursos à prostituição de menores, dois por lenocínio de menores e um de pornografia de menores.


Mais de metade dos casos (52,4%) ocorreu na região centro e distrito de Setúbal, 33% na região norte e 11,7% nos distritos de Évora, Beja e Faro".

domingo, 17 de julho de 2016

Por que um perfil pedófilo de mulher perseguidora pode despertar menos a curiosidade pública





"A pedofilia é doença: o desejo, o interesse constante por crianças durante, no mínimo, seis meses. As mulheres portadoras tendem a ser pessoas tímidas, que pouco se expõem socialmente, e, geralmente, tem alguma outra parafilia associada, como a zoofilia (sexo com animais) e exibicionismo.

O que acontece é que, em geral, as mulheres são denunciadas com menor frequência. Alguns motivos explicam essa subnotificação, como a ausência de penetração durante o abuso, a cultura machista que vê como algo normal as relações precoces entre meninos e mulheres mais velhas, ou o receio da família de denunciar e transformar o facto em um trauma maior que interfira na sexualidade dos garotos."

domingo, 14 de fevereiro de 2016

APAV, workshop (23 de fevereiro, Lisboa): "Direitos das vítimas de crime"




"No dia 23 de Fevereiro, das 10h00 às 13h00 horas, a Formação APAV irá promover a 1ª Edição do Workshop "Direitos das Vítimas de Crime". Este Workshop é dirigido a Profissionais das áreas das Ciências Socais e Humanas, do Sistema de Justiça, das Forças de Segurança, Técnicos de Apoio à Vítima e outros profissionais que lidam direta ou indiretamente com vítimas de crime. Tem como objetivo que os formandos sejam capazes de reconhecer, de forma correta, os direitos das vítimas de crime".


quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Bullying: a perseguição e os abusos sobre os onze anos de Diego poderão ter levado ao seu suicídio?



"Papá, mamã... espero que algum dia me possam odiar um pouco menos. Eu não aguento mais ir ao colégio e não há outra maneira de não ir (…) Papá, tu ensinaste-me a ser uma boa pessoa e a cumprir promessas (...). Mamã, tu cuidaste muito de mim e levaste-me a muitos sítios (...) Tata (irmã), aguentaste muitas coisas por mim e pelo papá. Avô, tu sempre foste muito generoso e preocupaste-te comigo", lê-se na carta escrita por Diego.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A Justiça, e o estatuto do Assistente: um papel da cidadania, no correto auxílio a uma investigação




"Quem é o assistente? O assistente, diz-nos a lei, é um “colaborador do Ministério Público”, logo, um auxiliar na tarefa de “promover o processo”, auxiliando na investigação sobre a prática de um crime e sua autoria. Impõe--se também ao MP, por estar obrigado a um dever de legalidade estrita da sua actuação, i.e., procurar todas as provas e todos os indícios de molde a poder demonstrar todos os factos, seja os que contribuam para responsabilizar o arguido, seja os que levem a concluir pela sua não responsabilidade".

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Cyberstalking e outros crimes informáticos: Facebook recebe 486 pedidos de informação sobre utilização imprópria em Portugal




"A grande maioria destes pedidos está relacionada com processos penais, como roubos ou raptos", explica o relatório. Muitas vezes, os "pedidos governamentais pretendem obter informações básicas do subscritor, como o nome e a duração do serviço". Também é possível pedir o endereço de IP do utilizador ou os conteúdos, publicações, da conta. Segundo a rede social, a legalidade de cada pedido é verificada individualmente."

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