Um monstro refém das insónias

Uma sombra que não dorme e fez de si um alvo de sedução e agressões

Alguém que acedeu aos seus dados pessoais

Uma transtornada, sem respeito pelas regras do privado e do convívio social

Uma histeria epilética a ameaçar-lhe vida e obra

Sufocada pelos vómitos de uma linguagem escatológica

Uma sonâmbula incestuosa gangrenada por traumas religiosos

Uma obcecada com imagens revoltantes e fantasmas sexuais com o próprio filho

Uma besta que lhe espezinha os afetos, contactos e hábitos

Um caso anormal, que lhe invade as amizades, envia emails em seu nomes e está, ano após ano, a pensar permanentemente em si

Uma mente perversa apostada em envenenar-lhe a existência

O diário de uma sedução falhada mergulhada no crime

Um ser disforme mascarado pela capa diária da normalidade

Um problema de saúde pública, avidamente ao seu lado, apenas à espera da noite, para voltar a atacar

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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Farmácia Barreiros, do Porto: uma indemnização de 56 000 000 € para uma diretora humilhada, segregada por género, assédio moral e insultos



"Ao descobrir que a funcionária queria engravidar, o dono da Farmácia Barreiros, no Porto, tornou a vida da diretora-adjunta num terror. Susana foi insultada, humilhada, gozada pelo patrão e obrigada a trabalhar numa cave sem ventilação, cadeira e janelas. O responsável, António Névoa, foi ontem condenado no Tribunal do Trabalho de Valongo a pagar 56 220 euros por assédio moral"

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